Objetos garimpados dão vida a apartamento.
O apartamento de 300 m², no centro de São Paulo, não estava vazio quando o morador chegou: seus livros já se encontravam lá para aguardá-lo. Assim que a primeira poeira da reforma baixou, o tradutor Paulo Kaiser tratou de instalar os 3 mil volumes na estante desenhada pelo consultor de estilo Aldi Flosi. Você diz: será que foram todos lidos? “Quando se compra um livro, não é preciso abri-lo imediatamente. Ele fica na estante, à sua espera”, comenta Paulo, embora tenha, sim, percorrido as páginas da maioria dos títulos.
Uma cortina em três camadas para proteger “as literaturas” do sol foi mais do que necessária. Na década de 1950, quando o prédio foi construído, as janelas não sofriam da timidez que as acometeria nos anos seguintes. Eram quase paredes envidraçadas, abrindo-se para uma cidade já inquieta, mas menos hostil. Por isso, talvez, Aldi tenha conduzido as mudanças, sempre ao lado do amigo, de forma a traduzir no espaço não apenas beleza e conforto, mas fazendo dele uma extensão do proprietário, sua segunda pele.
Fonte: Casa Vogue
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