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24 de outubro de 2015

TÉCNICAS DE PLANTAÇÃO PARA OBTER ÁRVORES (MAIS) FRONDOSAS

São as plantas mais duradouras do jardim e o seu desenvolvimento depende da correta plantação. Conheça todos os passos a seguir para ser bem sucedido.


As árvores criam um forte impacto visual, ajudam a formar a estrutura permanente do jardim, proporcionam interesse, podem formar barreiras contra o vento, abrigar espécies mais sensíveis, marcar os limites de uma propriedade ou separar diferentes zonas. Existe uma enorme variedade tanto em aspeto e forma como em cor e textura da folhagem, das flores e da casca. Mas cada árvore tem a sua atração o que torna cada exemplar mais adequado para um ou outro lugar.
Uma vez plantada, uma árvore pode permanecer no local durante décadas, de forma que é essencial proporcionar-lhe as melhores condições para o crescimento. A plantação é a etapa essencial. As árvores que se compram cultivadas em vaso podem ser plantadas em qualquer época do ano, exceto durante períodos de calor tórrido ou geadas. Podem ser exemplares que demoram a estabelecer, como magnólias ou castanheiros-das-índias e em geral árvores exóticas e menos comuns.
Ao adquirir uma árvore, assegure-se que as raízes não saem pelos furos do recipiente. Convém molhar a terra do recipiente para facilitar a extração. É importante retirar suavemente o torrão de raízes, dando pequenos golpes no vaso com a ajuda de uma ferramenta ou das mãos. Plante na terra à mesma profundidade em que se encontrava no vaso ou um pouco mais. Encha o buraco e pressione a terra por etapas para retirar as bolsas de ar. Em solos argilosos não aperte demasiado para não compactar o terreno.
A melhor localização
Ao plantar uma árvore, deve escolher o local mais adequado do jardim. Este deve proporcionar uma adequada insolação e proteção. Muitas árvores de folhas grandes crescem bem num local protegido e com sombra parcial mas num sítio com ventos fortes a folhagem pode ressentir-se. É preferível não as colocar demasiado perto de um muro porque nos primeiros anos podem sofrer com falta de luz. Além disso, as raízes fortes, ao crescerem, estragam os cimentos e as construções próximas.
Como preparar o terreno
Se preparar o terreno antes de plantar, a terra pode assentar. O mais importante é que disponha de drenagem adequada. Deve manter a zona livre de vegetação espontânea para eliminar a competição pelos nutrientes e a água do solo. Depois, cave a terra e junte material orgânico, como turfa. A maioria das árvores requer uma profundidade média de terra fértil de 50 a 100 cm para crescer.
A necessidade de tutores
Os tutores são indispensáveis para segurar os ramos. O objetivo é que a árvore não fique torcida. Crave o tutor a 60 cm de profundidade e depois de dois ou três anos já o pode retirar.
Em geral, basta um pau vertical e alto, colocado do lado do vento mas em locais muito ventosos é preferível instalar duas estacas, uma de cada lado do torrão.
Como lidar com as árvores com torrão
Coníferas, perenes e palmeiras, as caducifólias mais sensíveis, muitas perenes e especialmente as coníferas e as palmeiras, são vendidas com torrão de raízes. Plantam-se quando estão inativas no outono e no inverno. O torrão deve ser firme e a cobertura deve estar intacta. Cave um buraco um terço mais largo que o torrão de raízes e em solos pesados o dobro. Coloque a árvore no buraco, retire a serapilheira que envolve o torrão mas deixe a rede que envolve o conjunto. Se vai colocar tutores, estes devem ficar apoiados contra o torrão sem o atravessar. Cubra com terra e regue bem.
Os cuidados posteriores que as novas árvores exigem
Proteção e rega abundante é um deles. Nos dois primeiros anos, é importante proporcionar às árvores uma boa quantidade de água, especialmente em caso de seca, para que as raízes se estabeleçam bem. Mantenha as zonas próximas livres de ervas. É eficaz fazer uma cobertura com material orgânico, que deve renovar periodicamente. Algumas árvores sensíveis requerem proteção suplementar contra as geadas e o vento.
Raízes a descoberto
As árvores com as raízes a descoberto plantam-se quando estão em repouso, entre meados do outono e o início da primavera. As raízes devem estar estendidas simetricamente em todas as direções. Cave um buraco amplo, coloque a árvore à profundidade adequada, encha parcialmente e mova o ramo para cima e para baixo para acomodar as raízes. Junte terra por etapas, regue num alporque e cubra a zona.
Espécies ideais para cada jardim
As árvores grandes, como o castanheiro-da-índia, o chopo e o álamo branco, só para mencionar algumas, são adequadas para locais abertos e expostos. Em jardins médios pode optar, por exemplo, pelo freixo de flor ou arce, entre outras. Para jardins pequenos, o arce-japonês, a magnólia, as mimosas e o azevinho são boas opções. Não esqueça as coníferas como a Pinus pinea, o Cedrus deodara, o Cupressus sempervirens, a Thuja orientalis, a Pinus mugo, a Juniperus squamata, a Thuja occidentalis ou a Chamaecyparis obtusa, que pela fácil manutenção são muito apreciadas em pequenos jardins.
Fonte: Casa e Lazer.

21 de outubro de 2015

Paisagista brasileiro é destaque em NY

Frederico Azevedo cria jardins nos Hamptons.


Jardins famosos nos Hamptons (Foto: Paul Clemence)
A temporada de verão nos badalados Hamptons ferve neste momento, e para os afortunados nova-iorquinos que podem escapar para um refúgio por ali, receber ao ar livre é um must – seja em festas e coquetéis à beira da piscina ou em jantares al fresco em terraços com vistas para deslumbrantes jardins. Pois um dos responsáveis pela criação de vários destes cenários de look cool e natural é o paisagista gaúcho Frederico Azevedo, radicado na região há 25 anos. “Sou paisagista desde que nasci – iniciei fazendo uma horta na casa dos meu pais, em Porto Alegre”, se apresenta ele. Desde então, muito mudou para Frederico. Hoje, o pai de dois filhos é um bem-sucedido profissional, reconhecido por premiações de relevo no meio (uma delas entregue pessoalmente por Martha Stewart), com programa de televisão no canal local e clientes famosos, como o fotógrafo Bert Stern (retratista de Marilyn Monroe), a comediante Joy Behar e até o nosso Pelé.
Jardins famosos nos Hamptons (Foto: Paul Clemence)
Mesmo com formação internacional – possui diploma de Oxford,na Inglaterra,onde estudou com o respeitado paisagista Robin Williams –, Frederico diz que sua maior inspiração vem de dois grandes nomes do paisagismo brasileiro: Lota Macedo Soares e Roberto Burle Marx. “Lota, por sua determinação em executar o projeto do parque do Aterro do Flamengo, com ideias brilhantes de harmonia, inovação e sustentabilidade”, afirma ele. Já por Burle Marx, a admiração vem da sua “livre imaginação na concepção de espaços exteriores e o interesse por plantas nativas combinadas com espécies adaptadas ao meio ambiente”.
Jardins famosos nos Hamptons (Foto: Paul Clemence)
Seriamente preocupado com a sustentabilidade desde antes de o termo virar moda, ele começa seus projetos com uma análise cuidadosa do contexto. A orientação do sol é um importante fator para o profissional: “A luz natural revela as texturas e cores de cada planta, cria uma atmosfera de tranquilidade e beleza e estrutura tudo na mesma composição”. Com um estilo claro e definido, gosta de formar longos canteiros com muitos exemplares das mesmas espécies de flores, plantas, arbustos e árvores. “Implemento uma repetição básica de cores e texturas, com variações de alturas e formas. O resultado é um paisagismo simples e harmônico”, conta. A conexão das plantas com a arquitetura também faz parte da elaboração dos jardins, sendo o paisagista muitas vezes responsável por assinar pátios, pergolados, piscinas e pool houses.
Jardins famosos nos Hamptons (Foto: Paul Clemence)
Desde 2006, em Bridgehampton, Frederico conduz uma concept store baseada na filosofia do seu escritório, chamada Unlimited Earth Care, onde oferece uma criteriosa seleção de produtos usados por ele em seus jardins – alguns, frutos de colaborações e parcerias com artistas e designers; outros, desenhados pelo próprio paisagista, como a colorida e inusitada linha de vasos altos para áreas externas. Atualmente, ele diz que muitos dos seus clientes são do Brasil: “Tenho trabalhado frequentemente com brasileiros que compraram casas nos Hamptons ou que estão desenvolvendo empreendimentos imobiliários nos Estados Unidos”. Gente que faz a América, como ele já fez.

Fonte: Casa Vogue.

18 de outubro de 2015

AS SUAS PALMEIRAS ESTÃO BEM TRATADAS?

Nos últimos anos, o escaravelho da palmeira atingiu mortalmente centenas de árvores. Faça já o teste para ver se as suas estão bem cuidadas.


Nos últimos anos, em vários pontos do país, as más notícias sucedem-se. A praga do escaravelho espalhou-se de forma descontrolada, atingindo e dizimando palmeiras em muitas regiões. Será que as suas ainda correm perigo? Abra bem os olhos e veja se identifica algum destes problemas. Se não estiverem saudáveis, descubra o que fazer para as curar:
- Palmeiras com as pontas castanhas
São sinal de secura. Corte as pontas, borrife, modifique a rega e coloque a planta em local fresco.
- Palmeiras com frondes pardos
Essa situação resulta da falta de rega. Corte junte do ramo, refresque o ambiente e vigie a rega.
- Palmeiras que não crescem nem dão folhas
Tal significa que o substrato está esgotado. Aplique adubo ou mude o vaso e a terra.
Fonte: Casa e Lazer

15 de outubro de 2015

COMO FAZER SEMENTEIRAS CASEIRAS

Existem várias formas de potenciar o poder germinativo de uma semente. Saiba quais são as melhores formas de o conseguir e veja como deve proceder.


Esta é uma das atividades mais antigas do homem. Entusiasma os aficionados da jardinagem e da horticultura e, com o fenómeno das hortas urbanas, tem vindo a recuperar terreno nos últimos anos. Considerando que adquirimos as sementes em bom estado fitossanitário e de conservação. Assim, é importante e indispensável verificar a data de validade dos pacotes de sementes que encontra à venda num número também ele crescente de superfícies comerciais.
O poder germinativo, muitas vezes indicado nos pacotes de sementes, representa a percentagem de sementes de um determinado lote que germinam e dão origem a boas plântulas, num período de tempo determinado. Por exemplo, 70% significa que em média em cada 100 sementes germinarão 70. Veja, de seguida, algumas recomendações a ter em conta antes de avançar para um projeto de sementeiras caseiras.
O que fazer para ter uma boa germinação?
Existem alguns truques, para aumentar o sucesso da germinação que não são mais do que entender o que se passa na natureza e como funciona uma semente.  As sementes, de um modo geral, beneficiam se passarem por processos semelhantes aos que ocorreriam na natureza, como seja o frio do inverno.
Também beneficiam se passarem por um processo semelhante ao de serem ingeridas por animais e passarem pelo seu trato gastrointestinal. Para que a taxa de germinação seja tão alta quanto possível é comum proceder-se a alguns tratamentos pré-germinativos, sendo estes uma tentativa de reproduzir circunstâncias semelhantes às que ocorrem na natureza.
3 tipos de tratamentos de pré-germinação caseiros
1. Escarificação
Consiste em raspar a casca da semente para que chegue ao interior mais rapidamente a humidade, luz e temperatura. A imersão em água/em ácido/em álcool/em fitoreguladores é um processo ao qual chamamos de colocar as sementes de molho.
2. Choque térmico
Provocar uma mudança de temperatura quer por frio, quer por calor.
3. Conjugação de tratamentos
O que melhor replica o que acontece na natureza. No caso de um pacote de sementes que, embora na validade, as sementes possam estar lá há muito tempo e estarem dormentes, uma vez que não passam pelo processo natural da alternância das estações do ano, devemos colocar o pacote no frigorífico por um período mínimo de uma semana para provocar o choque térmico pelo frio. Retiramos as sementes e colocamo-las em imersão 24/48 horas para incharem.
Assim, fazemos uma conjugação de tratamentos que irá facilitar o processo germinativo e imitamos o que aconteceria no ciclo natural da semente. Um outro exemplo muito conhecido é o de colocar de molho por 24 horas em água com vinagre ou água com vinho as sementes das cucurbitáceas (abóboras, pepinos e melancias, por exemplo).
De acordo com um ditado, antes de semear os melões têm de se embebedar. Estamos a imitar o processo de fermentação que ocorre no interior destes frutos quando não são abertos e se deixam de um ano para o outro. Para cada planta há que pensar como seria o seu meio natural de dispersão e época do ano e tentar através das técnicas anteriores ver quais as que melhor se adaptam.
Quando semear?
Devemos recorrer às indicações dadas no pacote de sementes e ao calendário agrícola lunar.
Que substrato usar para semear?
O substrato deve ter uma granulometria suficientemente pequena para que a semente esteja bem aconchegada e características que propiciem a germinação em condições ótimas, tais como:
- Boa porosidade (garante trocas gasosas e boa drenagem)
- Boa capacidade de retenção de água
- Nível de fertilidade adequado
- Isento de infestantes
- Isento de pragas e doenças
- Não conter elementos tóxicos
Há muitos substratos disponíveis, sendo os mais comuns a terra vegetal, areia, turfa e outros como a perlite e vermiculite, e muitas vezes uma mistura de vários.
Como semear?
Diretamente no solo ou em contentor. É cada vez mais comum fazerem-se as sementeiras em contentor, que pode ser um tabuleiro de alvéolos ou um vaso, que nos permite controlar o processo de germinação e evitar a perda de sementes. Ao ar livre muitas sementes são perdidas porque são consumidas por animais diversos entre eles os pássaros.
Como fazer a distribuição da semente
A lanço, a técnica tradicional de lançar as sementes à terra e esperar que fiquem uniformemente distribuídas, utilizando-se uma densidade de sementeira de acordo com o indicado para a cultura. Na técnica de linha, as sementes são distribuídas em linha, com os espaçamentos na linha e entre linhas indicados para a espécie no pacote de sementes.
Ao covacho, as sementes são colocadas numa covinha aos grupos de 2 ou 3 sementes para que não haja falhas de sementeira. Esta solução implica que, depois da germinação, quando as plantinhas já estão formadas, se desbastem as mais fracas e fique apenas a mais forte.
A que profundidade devemos semear?
A cobertura da semente serve para promover as condições de temperatura e humidade convenientes à germinação, proteger contra o arrastamento pela água ou vento e contra predadores. A profundidade da sementeira depende do tamanho da semente, do tipo de substrato, do local de sementeira e da estação do ano.
O mais importante a ter em conta é que a profundidade de sementeira não deverá exceder duas a três vezes o tamanho do maior diâmetro da semente. Quando a semente fica demasiado enterrada, apesar de germinar não consegue levantar o substrato que está por cima e por vezes achamos que as sementes não estavam em boas condições.
Como regar?
A rega deve ser efetuada com água na forma de chuvisco fino para que as sementes não sejam arrastadas, fiquem descobertas, ou saiam fora dos recipientes onde as semeamos. Usar um pulverizador ou borrifador pode ser uma boa solução.
Fonte: Casa e Lazer.

12 de outubro de 2015

25 IDEIAS PARA DECORAR A SUA CASA COM (MAIS) FLORES

Uma casa sem flores é uma casa com menos vida. Damos-lhe, por isso, 25 ideias que vão dotar os seus interiores e exteriores de mais cor. Recorrer a paletes fixas nas paredes para criar prateleiras de vasos é uma delas.


Use recipientes de vidro com flores diversificadas. Pode usar arame para criar uma espécie de estendal para os suspender.


Não gosta dos seus vasos? Aproveite para os forrar com papel de jornal ou papel de embrulho e use uma corda para os amarrar com nós e laços originais.


As caixas de fruta de madeira são perfeitas para esconder vasos. Use-as para criar soluções originais.



As bancadas das janelas, geralmente abertas à luminosidade natural, são perfeitas para criar um verdadeiro jardim no interior da casa. Use vasos de tamanhos diferentes para conseguir um efeito surpreendente.



Fixe uma grade metálica a uma parede e decore-a com um vaso florido e colorido.


Espalhe canecas com flores pela casa. Além de melhorar o aroma ambiente, obtém mais cor.



Aproveite mesas ou móveis velhos para criar bancadas para os seus vasos. Também pode usar um regador metálico e vasos de barro vazio como elementos decorativos.



Use as escadas para colocar vasos. No interior, pode fixar vários à parede, ao longo da escada principal da habitação, para conseguir um efeito geométrico.



Em vez de fixar paletes de madeira nas paredes, também as pode usar para distribuir vasos floridos, criando um maciço colorido.



Os seus vasos não têm de estar todos no chão. Fixe alguns a uma parede e crie um efeito inspirado nos pátios típicos de Córdoba, em Espanha.



Use flores naturais ou artificiais e crie uma parede repleta de cor. O ideal é usar uma estrutura de madeira fixada a um muro para suportar as flores. No caso das flores artificiais, podem ser amarradas com um arame fino.



Use um tronco de uma árvore velha como vaso. Pode até pintar o exterior da casca com tintas coloridas.



Recorra a recipientes originais para servir de jarra. Um jarro metálico como o que os antigos usavam para transportar leite é uma solução alternativa.



Os carrinhos de chá também podem ser usados para fazer arranjos floridos repletos de cor, como sugere esta proposta do blogue brasileiro Cores da Casa.


Ainda tem panelas como as que a sua avó usava para cozinhar em chão de lume? São perfeitas para usar como vaso ou floreira!


Outra solução original que alia vasos suspensos a uma palete de madeira fixa à parede.


Se tem uma gaveta vazia numa cômoda, abra-a e coloque lá um recipiente com flores. Simples e original, não?

Um aquário é outro dos recipientes originais a que pode recorrer

Se não gosta de plantas em vaso, pode adquirir flores e colocá-las em pratos ou travessas espalhadas pela casa

Usar troncos de madeira como vaso é outra das ideias que podem valorizar o seu jardim

Existem divisões que, tradicionalmente, não associamos muito a flores, como é o caso da casa de banho. Uma simples jarra com flores confere logo um toque diferente ao ambiente

As estruturas de madeira para fixar plantas também permitem criações originais

Não sabe o que fazer ao escadote de madeira que guarda lá em casa? Use-o para fazer uma instalação floral.


Abra uma gaveta e decore-a com uma jarra com flores secas. Apesar de não serem naturais, também são bonitas

Fonte:Casa e Lazer.





9 de outubro de 2015

3 IDEIAS PARA LOCAIS SECOS QUE NÃO EXIGEM OBRAS NEM GRANDES COMPLICAÇÕES

Existem terrenos mais ressequidos que representam um desafio acrescido para os amantes de jardinagem. Mas também há soluções acessíveis!


Um solo mal drenado carece de arejamento, é pouco fértil e apresenta débil atividade bacteriana, o que faz com que a decomposição da matéria orgânica seja lenta. Embora a maioria das plantas não goste de estar neste ambiente, algumas até lhe são tolerantes. Estas são algumas das soluções a que, sem grande investimento, pode recorrer para tirar maior partido de solos secos:
1. Faça uma boa seleção de espécies botânicas. Plantas como os salgueiros e alguns bambús, por exemplo, suportam drenagem deficiente. Plante estas espécies sem ter que modificar a estrutura do terreno.
2. Crie um jardim aquático, bem pantanoso ou um lago. Neste último caso, instale uma bomba de água para aumentar a umidade natural.
3. Corrija o excesso de calcário. O liquidámbar, que se apresenta habitualmente vermelho ou púrpura, porque vive em meio muito alcalino, pode ver a sua coloração ficar amarelada devido ao excesso de calcário. Este excesso pode afetar também outras plantas. A causa é a clorose férrica. Faça a correção à base de terra vegetal e aplique corretor de solo.
fonte: Casa e lazer

6 de outubro de 2015

FAÇA UMA HORTA COM OS SEUS FILHOS

E se obrigasse as suas crianças a largar os telemóveis, os tablets, os jogos de computador e a televisão e as levasse para o jardim para uma atividade em família com as mãos na terra?



Mesmo tendo um jardim, a sugestão é começar por trabalhar em vaso, plantar uma horta num espaço que permita à criança uma identificação com o seu projeto e que facilite a sua manutenção. Uma horta, mesmo pequena, pode incluir mais do que vegetais anuais. 
Crianças entre os 8 e 12 anos poderão facilmente fazer esta experiência com autonomia e sucesso. Quanto mais novas forem, mais as crianças necessitam do envolvimento familiar em todas as fases desta tarefa. O material necessário para o efeito não é muito. Precisa apenas de vasos ou floreiras, leca, composto e plantas. Estes são os passos que deve conseguir para atingir o seu objetivo:
1. Comece por escolher um local com boa exposição solar (com um mínimo de cinco a seis horas de sol direto por dia) e protegido do vento.
2. Ao plantarmos em floreira, devemos garantir que o seu tamanho permita o bom desenvolvimento das raízes das plantas escolhidas, principalmente cenouras, beterrabas, cebolas, batatas e outras plantas em que a parte comestível se desenvolve debaixo da terra. Tenha esse fator em conta.
3. Não se esqueça que a floreira deve ser furada (quatro a cinco furos são suficientes) para permitir a saída de água em excesso.
4. Coloque no fundo da floreira uma camada de leca ou pedrinhas (cerca de cinco centímetros), de forma a facilitar a saída de água em excesso e impedir que o solo fique empapado.
5. Encha, de seguida, a floreira com um composto orgânico e rico em nutrientes.
6. Depois de escolher as espécies a plantar, há que planear a quantidade e a disposição das plantas na floreira. Para isso, temos que saber o tamanho que estas atingem depois de crescer e o espaço de que precisam para se desenvolver. As espécies hortícolas têm um ciclo de vida relativamente curto e um crescimento rápido pelo que necessitam ter nutrientes disponíveis para se alimentarem.
As variedades que pode plantar:
- Hortícolas
Tomate, pimento, alfacecurgete, pepino, beringela, morango, meloa, melão, feijão verde, beterraba, espinafre, cebolo e cebolinho.
- Flores
Camomila, crisântemo, fúchsia, gerânio, hibisco, impatiens, tagetes, sálvia e viola.
- Plantas aromáticas
Tomilho, alecrim, manjericão, menta, oréganos, salsa e coentros.
3 dicas para plantar com êxito
1. Abra a cova de plantação, um bocadinho maior do que o tamanho do vaso da planta.
2. Retire a planta do vaso sem puxar. Deve-se inverter a posição do vaso, apoiando a planta numa mão enquanto com a outra retiramos o vaso.
3. Solte as raízes e coloque a planta na cova, aconchegando bem a terra em volta, pressionando-a com a mão.
Conselhos de manutenção:
- Retirar as ervas daninhas para que não se alimentem dos nutrientes necessários para o crescimento das plantas deve ser uma preocupação constante.
- Aplicar fertilizantes orgânicos uma vez por mês é outro dos gestos a empreender. Não utilize tratamentos químicos na horta.
- Regue sempre que necessário para manter o composto úmido.
- Nos espinafres, retire os botões de flor que forem surgindo e arranque algumas folhas exteriores para estimular o crescimento de novas folhas.
Colheita:
- No caso dos espinafres, vá colhendo as folhas à medida que tenham um bom tamanho.
- A beterraba está pronta a colher quando tiver o tamanho de uma bola de golfe
- O cebolo está apto quando as folhas começam a secar. Nessa altura, já o podemos colher.
- No caso do tomilho, vá cortando à medida que é preciso para cozinhar.
Duas recomendações para uma rega eficaz
1. Regar é muito importante. O composto deve ser mantido sempre úmido, sem estar encharcado.
2. Regue a pequena horta logo depois de acabar as plantações e não se esqueça que tem que sair água pelo fundo da floreira, para ter a certeza de que todo o composto está molhado.
As (muitas) utilizações possíveis
As flores e as plantas aromáticas podem ser utilizadas em saladas, em pratos cozinhados e como decoração. A criança deve escolher espécies que goste de ver, cheirar, tocar e/ou comer. Assim será mais entusiasta em acompanhar o seu projeto. As plantas podem ser compradas nos mercados, centros de jardinagem ou em viveiros da especialidade.
Depois de dividir o espaço disponível, deixando uma zona para cada planta crescer e se desenvolver, a Teresinha, que criou uma horta em casa com a ajuda dos pais, escolheu cinco espécies diferentes.  A opção recaiu sobre tomilho limão (aromática), tagetes (flor), beterrabas (raiz), espinafres (folhas) e cebolas (bolbo).
Fonte: Casa e Lazer.


30 de setembro de 2015

COMO OBTER ESTACAS DE FLORES

É um dos métodos a que pode recorrer para multiplicar a quantidade de plantas que cultiva. Dicas úteis que o vão ajudar a conseguir um jardim mais florido.


Quem cultiva um jardim gosta de o ver verdejante, viçoso e florido. Essa é uma prova de que o trabalho que lá é executado está a ser bem feito. Para o valorizar mais, pode aumentar a sua coleção de plantas de forma fácil e segura, utilizando o método de estacaria. Aprenda a recolher estacas de praticamente todas as espécies. Estes são os passos que deve seguir para conseguir atingir o seu objetivo:
1. Corte rebentos dos ramos mais jovens com cerca de 10 centímetros de comprimento e elimine o par de folhas inferior de cada uma. Passe as extremidades por hormonas de enraizamento e plante em bandejas com composto úmido.
2. Coloque as bandejas à sombra, protegidas e com o substrato bem úmido. Ao fim de poucas semanas, terão emitido raízes.
3. Translade cada estaca para vasos de 10 centímetros com substrato adubado. Coloque os recipientes em local fresco e protegido até chegar o momento de transplantar as plantinhas para o solo do jardim.
Fonte: Casa e Jardim

26 de setembro de 2015

APROVEITE SETEMBRO PARA TRANSPLANTAR

O nono mês do ano é uma boa altura para proceder a esta mudança. Saiba já por que deve transferir as suas plantas do vaso para o jardim e veja como proceder.



A partir de meados deste mês, aproveite e comece a plantar novas espécies. Como não faz tanto calor, não existe o perigo de secarem e, além disso, o solo mantém uma temperatura ótima para que enraízem rapidamente. Por agora, plante apenas exemplares cultivados em vasos e floreiras. Submerja o vaso em água um dia antes e cave um furo. Depois, deite no fundo adubo de libertação lenta. Retire a planta do vaso, coloque-a na cova e já está! Agora é só esperar para ver a sua planta crescer.
Esta é também uma boa altura para mudar plantas de recipientes que já se tornam pequenos para vasos maiores. Evite, contudo, o erro de as transferir para espaços demasiado grandes. «Quando mudar de vaso, mude apenas para um vaso ligeiramente maior», recomenda a arquiteta paisagista Teresa Chambel, autora do blogue Um Jardim para cuidar, diretora da revista Jardins e autora de livros como «Um jardim dentro de casa», publicado por A Esfera dos Livros.
«Ao mudar para um vaso ou para uma floreira muito maior, vamos ter de colocar muito substrato novo, que é fofo e arejado», explica. «Pode dar-se o caso da planta ficar com raízes muito soltas, com muito espaço livre e corremos o risco que se encharque com mais facilidade», adverte ainda. «A planta pode não enraizar e vir a sofrer de asfixia radicular», alerta Teresa Chambel, que sugere ainda «a utilização de um substrato igual ao que tem no vaso» da planta que vai transferir.
Fonte: Casa e Lazer.

23 de setembro de 2015

COMO COMBATER OS GOLPES DE CALOR

Descuidou-se e deixou queimar as suas plantas? Pode ser que ainda as consiga salvar! Basta seguir as indicações que os especialistas em jardinagem recomendam.


Esta altura de calor e de férias é terrível para muitas espécies botânicas. Se se descuidar, sobretudo com a rega, as plantas podem sofrer insolação e ficar desidratadas, apresentando um aspeto feio e desolador. Mas nem tudo pode estar perdido. Ainda pode haver uma oportunidade! Caso ainda não seja demasiado tarde, pode recuperar as plantas seguindo estes conselhos que muitos especialistas em jardinagem preconizam:
- Corte o murcho
O primeiro a fazer é cortar todas as partes que secaram. Comece pelas zonas exteriores e vá avançando para o interior da planta.
- Coloque de molho
De seguida, coloque em água os vasos ou jardineiras até que o torrão de raízes fique completamente empapado. Utilize alguidares grandes cheios de água.
- Junte gravilha
Deixe escorrer o excesso de água e deite por cima do substrato uma capa de gravilha ou pedaços de barro para reduzir a evaporação.
- Borrife com água
Para terminar, coloque as plantas afetadas á sombra e longe de correntes de ar. Umas horas depois, borrife água sobre a folhagem mas sem molhar as flores.
- Recorra a um sistema de rega
Para evitar que as plantas passem sede, instale um sistema de rega automática para o verão, sobretudo se se ausentar por várias semanas. Se o programador é elétrico, assegure-se que também funciona a bateria. Assim, pode ficar descansado em caso de falta de corrente elétrica por que não deixará de funcionar.
- Não adube
As suas plantas têm que recuperar de um trauma muito forte. Por isso, não as adube de imediato. Só quando começarem a dar sinais de que estão a brotar de novo lhes pode administrar fertilizante químico para que ganhem força. Se não pode mudar uma planta de lugar para que esta recupere, recorra a métodos de sombreamento para aumentar o grau de sombra e de proteção das suas plantas, sobretudo das mais sensíveis.
Pode, por exemplo, colocar um toldo ou uma rede sobre os vasos ou sobre os canteiros. Uma capa de cobertura na base dos exemplares mais sensíveis também ajuda a reter mais tempo a umidade das regas, o que acaba por ser benéfico para as plantas nos períodos de tempo quente.
Fonte: Casa e lazer - http://lifestyle.sapo.pt/

20 de setembro de 2015

CUIDADOS DE JARDINAGEM PARA DIAS DE CALOR

Os meses estivais exigem uma terra mais úmida e uma rega mais exigentes. As ações que deve empreender para proteger e preservar a saúde das suas plantas.

Regar é uma das tarefas fundamentais nos períodos de maior calor. Os maciços de flores, o relvado, as árvores e os vasos necessitam de elevadas quantidades de água no verão. É necessário regar diariamente mas evitando as horas de maior calor e, preferencialmente, temperando a água. Nesta altura, a terra deve ser bem empapada mas não encharcada. Este está, contudo, longe de ser a única preocupação a ter em linha de conta por esta altura.
Mondar é outra das ações fundamentais. Assim como as plantas incrementam a atividade devido ao maior número de horas de luz, também as infestantes se multiplicam. E não há nada mais inestético do que um jardim com daninhas. Com uma pequena enxada ou outra ferramenta, extraia as infestantes juntamente com as raízes. Adubar é outro dos gestos essenciais. No verão, as plantas consomem mais nutrientes porque a rega faz com que parte destes se percam e porque necessitam de mais energia para a produção de flores.
Para que as plantas não se ressintam, reponha os nutrientes em cada duas ou três semanas. Os fertilizantes químicos são os mais indicados. Planta-se menos mas também se planta. Embora o verão não seja uma época de plantações, é possível estabelecer certas espécies, em concreto as que florescem no outono, como áster ou amaranto, entre muitas outras. Evite, todavia, plantar em dias de muito calor. Se, ainda assim, tiver de o fazer, nunca o faça nas horas centrais do dia, sobretudo no período entre as 13 e as 15 horas.
Fonte: Casa e Lazer

17 de setembro de 2015

COMO FAZER ESTACAS DE ROSAS

Este meio de reprodução assexuada, muito usado nas produções de mudas de plantas ornamentais e frutíferas, é uma solução fácil de implementar. Veja as técnicas a usar para obter sucesso.


A rosa, uma das flores mais apreciadas em todo o mundo, é uma planta fácil de obter estacas. Com esta operação, que consiste em retirar um fragmento de um ramo do ano e plantá-lo numa mistura de terra ligeira para enraizar, consegue aumentar de forma rápida e segura o número de exemplares do jardim. Deve preparar as estacas preferencialmente a seguir ao verão para emitirem raízes antes do inverno. Estes são os gestos a empreender para conseguir alcançar os resultados pretendidos:
1. Corte um fragmento de ramo (entre 15 a 25 centímetros) sem flor. Deve ter duas gemas e um par de folhas na parte superior.
2. Corte a parte de cima logo a seguir a uma gema. A base deve ser cortada em forma de bisel por baixo de outra gema.
3. Aplique hormonas de enraizamento no corte em bisel e plante a estaca num vaso com substrato. Depois, regue.
Fonte: Casa e Lazer.

14 de setembro de 2015

SOS ORQUÍDEAS

Sem renovação de substrato, sem adubo e sem rega e sem uma umidificação cuidada, as plantas ressentem-se. Veja o que pode fazer para as recuperar.


Recuperar a minha estufa fez parte das resoluções para o novo ano. Comprada em maio de 2003 no Chelsea Flower Show, a minúscula estufa destinava-se a albergar uma pequena coleção de orquídeas que vivia, então, no jardim. Durante cerca de seis anos, cuidei dela quase diariamente, e, tendo a minha coleção aumentado quer em dimensão, quer  em variedade, uma visita à estufa passou a ser uma excursão obrigatória dos visitantes lá de casa. Exemplares de Cymbidium , Cattleya , Paphiopedilum , Phalaenopsis , Angulocasta , Brassada e outras floriam gloriosamente e decoravam a estufa, a casa e a varanda.
Com o passar do tempo, o número de atividades a que me dedicava foi aumentando e a estufa foi ficando para trás. Apenas a extraordinária capacidade de sobrevivência desta espécie permitiu que ainda chegassem vivos cerca de 60 exemplares a 2015. Desde 2009 que as pobres tinham como únicos cuidados uma rega bastante irregular e uma limpeza sumária de folhas secas. O resultado era inevitável.
Sem renovação de substrato, sem adubo e sem rega e sem uma umidificação cuidada, a produção de flores ficou praticamente reduzida a zero, uma vergonha para quem se interessa, como eu, por plantas e jardins. Várias vezes pensei pôr mãos à obra e reenvasar todas as plantas, com substrato novo, adubo, raízes secas cortadas, pseudo-bolbos divididos. Infelizmente, dada a quantidade de vasos, a tarefa revelava-se tão ciclópica que, desanimada, voltava as costas ao projeto. 
A decisão que desencadeou a ação
Em janeiro de 2015, tomei uma decisão. Ou arranjava toda a estufa ou deitava as orquídeas todas fora. Resolvi telefonar ao meu colega colaborador da revista Jardins, José Santos, o guru das orquídeas, para lhe fazer parte da minha ansiedade e para lhe propor vir cá para me ajudar a salvar o que restava da coleção. E assim foi. O José e a sua equipa do centro de jardinagem Jardins Sintra apareceram uma manhã cá em casa, munidos de sacos de substrato, vasos de vários tamanhos, adubos granulados de libertação lenta, adubos em pó para dissolver na água da rega… Enfim, toda a parafernália necessária!
Apesar da chuvinha miúda que caiu quase todo o dia, ali estivemos a recompor o colapso da estufa. Com surpresa verifiquei que nestes seis anos de descuidados, muita coisa evoluiu favoravelmente para os orquidófilos. O substrato que dantes se tinha que preparar à mão (1/3 de leca, 1/3 de casca de pinheiro e 1/3 de turfa) agora compra-se já feito em embalagens de várias dimensões. Os adubos de inverno e verão, que antes eu tinha que mandar vir de Inglaterra, agora já estão disponíveis por cá, com várias marcas e diferentes aplicações, nomeadamente granulado, pó e líquido.
Outras coisas que mudaram nos últimos anos
Os vasos também já estão disponíveis em inúmeros formatos como os de boca larga e com furos para o arejamento das raízes, ideais para as Cattleya. Algumas tarefas couberam apenas a mim e ficaram reservadas para os dias seguintes. A limpeza e arrumação das várias plantas nas prateleiras ou no exterior da estufa (como é o caso dos Cymbidium e dos Paphiopedilum), e a sua etiquetagem (alguns vasos tinham a data de 2008 na última mudança de substrato).
A estufa, de um dia para o outro, embora sem flores, recuperou um ar profissional e cuidado e, não sei se é da minha vista, mas as plantas parecem mais felizes. Também sei que vai demorar alguns meses a aparecer floração nalgumas e, provavelmente, anos noutras. Mas o que interessa é que, agora, tenho vontade de lá ir todos os dias.
Fonte: Casa e Lazer. 

11 de setembro de 2015

AS MELHORES ESPÉCIES PARA JARDINEIRAS AO SOL

Em terraços, varandas e jardins, estes recipientes conferem mais cor aos espaços. Mas nem todas as flores plantas conseguem suportar o calor…


Em um país de calor, não faltam varandas e terraços floridos, decorados com jardineiras de vários tipos. Mas, na hora de escolher as espécies botânicas a usar, existem cuidados a ter. Até porque não é raro surgirem dúvidas. «Pretendo colocar no jardim um conjunto de jardineiras que recebam sol até ao meio-dia. Gosto de espécies de flor que aguentem este clima. O que aconselham?», interroga mesmo Isaura Gomes, leitora habitual da Jardins.
«Existe uma série de arbustos e plantas herbáceas que são excelentes para plantar em jardineiras», respondem os especialistas da revista, a publicação do setor mais lida em Portugal. «Entre os arbustos, azáleas e rododendros (Rhododendro simsii e yunnanense), esquimias (Skimia japonica), pieris (Pieris formosa), mahonias (Mahonia aquifolium), camélias (Camellia sasanqua) e fetos arbóreos (Erica arborescens)», recomendam.
As opções não se esgotam, contudo, nessas espécies arbustivas. «Entre as herbáceas, petúnias (Petunia hybrida), ericas (Erica carnea e Calluna vulgaris), primulas(Primula sps.), amores-perfeitos (Viola tricolor) e ciclamens (Cyclamen persicum)», sugerem ainda os especialistas.
Fonte: Casa e lazer - http://lifestyle.sapo.pt/

8 de setembro de 2015

COMO CUIDAR DE UM BONSAI

As pequenas árvores oferecem um desafio maior do que a maioria das plantas do seu jardim mas, com estas dicas, o seu bonsai vai crescer saudável.


A maioria dos bonsais morrem por falta de cuidados. Estas plantas exigem uma atenção especial. Os três pontos principais no cuidado com os bonsais são: água, luz, e nutrição. Se conseguir manter os cuidados necessários nestes três aspetos, terá um bonsai saudável.


Local: Ao escolher onde colocar o seu bonsai, o mais importante é escolher um local com boa luminosidade pois a planta produz os nutrientes necessários através da fotossíntese, que é favorecida por luz intermédia, ou seja, nem muito forte nem muito fraca. Ainda assim, informe-se das necessidades particulares da espécie de bonsai que adquiriu e observe o comportamento da planta em locais com diferente luminosidade.



Um teste para saber se a luz é boa para a planta é observar se as folhas estão a amarelecer. Isto é sinal de excesso de luz. Já as folhas muito escuras podem indicar falta de luz. Mova a planta até que ela estabilize. Normalmente deixar o bonsai dentro de casa não é uma boa opção, pois as condições de luminosidade não são adequadas. No entanto, espécies como oliveiras, camélias e algumas plantas cítricas adaptam-se melhor em ambientes internos.



Rega: O número de regas varia de acordo com o clima. Com clima moderado, uma rega a cada um ou dois dias é o suficiente, devendo proceder à rega no início da manhã ou ao fim da tarde. Em dias quentes e secos, pode ser necessário regar a planta duas vezes por dia.



Há mais bonsais que morrem pelo excesso do que pela falta de água. As regas excessivas matam as raízes por falta de ar e causam apodrecimento. Assim, só regue as plantas quando o solo estiver quase seco. Teste o solo colocando o dedo. Este deve estar sempre úmido mas nunca encharcado. Pode molhar as folhas durante a rega, exceto se a planta estiver doente.


Adubo: Os nutrientes são essenciais para o crescimento das plantas e os poucos que se encontram no vaso normalmente não são suficientes. Como tal, procure um adubo granulado, em pó ou líquido; orgânico ou mineral; e com diversas fórmulas para testar qual funciona melhor. Como dica, comece por experimentar um adubo orgânico em pó e vá adicionando gradualmente outros tipos, uma vez que os orgânicos são mais suaves.


Vaso: Numa planta saudável as raízes crescem vigorosamente, mas o tamanho do vaso limita o seu crescimento. Para evitar isto, é necessário transplantar o bonsai quando as raízes já ocuparem completamente o vaso atual. Isto é importante principalmente nos primeiros anos de crescimento. Regra geral, podemos dizer que os bonsais são transplantados de dois em dois anos. A cada troca de vaso, corte e elimine cerca de dois terços das raízes, assim como quando adquire a planta.



Pragas: O inseto que mais frequentemente ataca bonsais é o pulgão (semelhantes às pulgas), que pode ser facilmente eliminado com uma mistura de detergente e água, pulverizada com um borrifador sobre a área atingida. No caso do aparecimento de lagartas, remova-as manualmente.


Doenças: Se começarem a aparecer doenças na sua planta, mantenha a planta bem adubada mas evite molhar as folhas da planta para reduzir possíveis infestações de fungo. O uso de fungicidas não é recomendável para uso doméstico. Em último caso, se a planta estiver mesmo em más condições, use-o mas certifique-se que a planta está no exterior.


Embelezamento: Para embelezar a sua planta pode usar elementos da natureza que ainda ajudam a recriar o ambiente natural do bonsai. Por exemplo, o musgo ajuda a recriar a paisagem natural, assim como pequenas pedras. Outra vantagem de usar musgo é que este ajuda na manutenção da umidade e boas condições do solo. (Por MOOD/ Joana de Sousa Costa).
Fonte: Casa e lazer - http://lifestyle.sapo.pt/