Peças vintage valorizam a cultura local.
"O passado, como a Terra vista do espaço, é sempre azul”, constatou um saudoso Otto Lara Resende, escritor mais que mineiro, mineiríssimo. De todos os estados, Minas talvez seja o único ao qual cabe aplicar à sua gente tal superlativo – suas raízes parecem estar sempre evidentes, acima do solo.
Mas falávamos do passado, tão presente neste apartamento do arborizado bairro de Lourdes, em Belo Horizonte. O mobiliário brasileiro de várias épocas se mescla à arte popular mineira, aquela que não tem idade, para formar, com pitadas de ícones do design internacional, um espaço feliz no astral e na estética. É feliz também a sua situação espacial, no térreo de um prédio dos anos 1960, uma obra de arte da época em que se fazia desse pavimento o que é hoje a cobertura:uma área ao ar livre.
No imóvel de 420 m² e quatro suítes, a moradora vivia com marido, filho e enteada havia alguns anos, quando resolveu dar corpo ao seu maior desejo – construir nessa vasta área uma sala de jantar com cozinha. Para isso contaria coma ajuda da amiga Juliana Vasconcellos, que divide o escritório Vasconcellos Maia Arquitetos Associados com Matheus Amanthéa e Carlos Maia.
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