Paulo Goldstein cria para combater a frustração.
Ao ver uma peça criada por Paulo Goldstein, infinitas teorias podem passar pela cabeça do observador. Cadeiras e armários ganham personalidade única ao incorporarem exoesqueletos cheios de traquitanas. Mas ao conversar com o designer, que atualmente transita entre Londres e São Paulo, as coisas começam a fazer mais sentido – apesar de serem conceitualmente complicadíssimas. "Meu trabalho surgiu como uma forma de suprimir a frustração. Era uma fase em que as coisas não estavam dando certo e, então, fiz um paralelo dos entraves da vida com pequenos objetos que não funcionam e geram aquela raivinha no fim do dia", conta ele, em entrevista exclusiva à Casa Vogue. "Depois conheci uma teoria econômica – aplicada em uma porção de áreas humanas – que se chama Lei das Consequências Não Intencionais. Basicamente, ela diz que todos os atos geram resultados inesperados, sejam bons ou ruins. Abracei o conceito e assim nasceu minha primeira coleção, Repair is Beautiful."
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