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11 de setembro de 2014

Aprenda a fazer um jardim sensorial

Ter plantas em casa é uma maneira de entrar em contato com a natureza. Mas, mais do que avivar a visão com o verde das folhagens ou com flores coloridas, os outros sentidos também podem ser estimulados, bastando para isso criar um jardim sensorial.
“O projeto pode ser feito no quintal, em varandas ou no interior de casas e apartamentos e tem por objetivo estimular todos os cinco sentidos: tato, olfato, gustação e audição, além da visão”, explica a paisagista, especialista em Feng-Shui e jardinagem orgânica, Marizeth Estrela.
“Ao trazer aos moradores a oportunidade de interagir com o meio-ambiente, o jardim sensorial aguça os cinco sentidos, promove o equilíbrio, é uma forma de terapia e também desperta o aprendizado. Qualquer pessoa pode se beneficiar desse contato com a natureza, adequando o cultivo às espécies que favoreçam a percepção e o uso dos sentidos”, afirma Marizeth.
Segundo a paisagista, esse tipo de jardim tem grande influência oriental e prevê o uso de diferentes espécies, com texturas variadas, para estimular o tato; repuxos de água, introduzindo cascatas ou aquários, para estimular a audição; a visão é aguçada pelo cultivo de espécies com folhagem e flores diversas; o olfato, pelos aromas e, a gustação, pelo uso de ervas aromáticas ou plantas comestíveis no jardim.
 Plantas para estimular os sentidos
A variedade é o fator-chave de um jardim sensorial. Para Marizeth, a composição de um jardim sensorial deve contemplar plantas aromáticas, espécies com folhas de texturas distintas, flores coloridas e fontes de água, para que a percepção seja amplamente estimulada e os sentidos todos despertados.  “Quem mora em apartamento ou tem pouco espaço disponível pode escolher cantos diferentes da casa e compor um mini-jardim para cada sentido”, sugere a paisagista.
Visão: variar com espécies de tamanhos e formatos diferentes, com folhagens diversas e cores variadas. Pode-se alcançar o efeito desejado com o plantio de Camelia (Camelia japônica), gerânios (Pelargonium crispum), crisântemos (Chrysanthemum morifolium), flor-de-cera (Hoya carnosa), violetas (Violeta odorata), calêndula (Calendula officinalis), cavalinha (Equisetum hyemale), Hibiscus (Hibiscus sabdariffa), entre outras.

Violeta - Foto
Olfato: ervas aromáticas, como as utilizadas para chás e temperos são ideais para estimular o olfato. Tomilho (Thymus x citriodorus), camomila (Chamomilla recutita), orégano (Origanum vulgare), alecrim (Rosmarinus officinalis), manjericão (Oncimum basilicum), hortelã (Menta piperita), funcho/erva-doce (Foeniculum vulgare), são algumas das opções para aguçar esse sentido. Pode-se ainda fazer uso de espécies com flores perfumadas, a exemplo das Gardenias (Gardenia augusta), Jasmins com aromas de limão (Stephanotis floribunda), trepadeiras com aroma de tutti-frutti, como a diplodenia (Mandevilla splendens), orquídeas Sherry baby (aroma de Chocolate), lavanda (Lavandula officinalis), Capim-limão (Cymbopogon citratus).

Lavanda - Foto
Tato: para o contato direto com as plantas, pelo toque, são ideais as suculentas ou crassulaceaes, algumas espécies de cactos, plantas com folhas aveludadas como o veludo-roxo (Gynura), corações emaranhados (Ceropegia woodii), tuia holandesa/tuia-limão (Cupressus macrocarpa), entre outras.

Corações emaranhados - Foto
Gustação: Para despertar esse sentido, basta experimentar as ervas aromáticas utilizadas no jardim sensorial olfativo. Os temperos também podem ser aproveitados nas receitas e os chás saboreados após a infusão. Optar pelas frutíferas, como tomatinhos, morangos, laranjinha kinkan também é uma alternativa.

Alecrim - Foto
Audição: o barulho da água de pequenas fontes ou mini-cascatas tem poder terapêutico e acalma. Esses complementos para o jardim podem ser comprados em casas do ramo ou home-centers.
Redação Ciclo Vivo.

5 de setembro de 2014

ÁRVORE DENTRO DE CASA

É possível ter uma espécie ao lado do seu sofá. Veja as nossas dicas de projetos.

Quem ama plantas geralmente não se contenta em ter um jardim bem verdinho na varanda ou no quintal. Essas pessoas espalham vasos por todos os cômodos e algumas vão até mais longe: cultivam uma árvore de estimação – só que dentro de casa. Claro que isso precisa de cuidados extras com poda, adubação e rega, além de iluminação natural para continuar viva. Veja, abaixo, projetos em que a árvore é a estrela do espaço.
 (Foto: Marcos Antonio/Casa e Jardim)
No centro do lar
A rusticidade desta casa de 350 m² em Campos do Jordão, na serra da Mantiqueira, São Paulo, reflete o espírito desprendido de seus donos, que cultivam a arte de morar sem excessos. O projeto, assinado pela amiga e arquiteta Sandra Araújo, conservou bem no meio da sala uma pereira. A árvore foi uma das várias particularidades ecologicamente viáveis da residência, cercada de uma mata de araucárias. A escolha dos materiais orientou o resto. “Queríamos uma casa simples e de pouca manutenção, em que pudéssemos pisar com o pé sujo de barro e só limpá-la com uma vassoura”, diz a arquiteta Evelin Sayar, mãe da moradora.
A entrada de luz natural é outro elemento relevante. “Não queríamos usar luz artificial durante o dia, então investimos em um pé-direito altíssimo, que varia de 4 a 12 m de altura, com muitas aberturas”, afirma Evelin. Isso favorece o crescimento da árvore, que fica no meio da casa.
 (Foto: Leonardo Finotti/Casa e Jardim)
 (Foto: Leonardo Finotti/Casa e Jardim)
No living
Três bambus-mossô, plantados em aberturas no assoalho de madeira, chamam a atenção no meio do living desta casa de 612 m², em São Paulo. As árvores esguias, que chegam até o teto do ambiente com pé-direito duplo, reforçam a proposta de integração total das áreas internas e externas no projeto do escritório Bernardes Jacobsen. O fechamento com grandes panos de vidro e a claraboia no teto ampliam a entrada de luz natural nos interiores, imprescindível para o desenvolvimento das plantas.
 (Foto: Leonardo Finotti e Luis Gomes/Casa e Jardim)

Na entrada
O bosque com resquícios da Mata Atlântica nos fundos do terreno foi o fator decisivo para um casal comprar este lote de 3.500 m² em Itu, interior de São Paulo. Por isso, eles encomendaram aos arquitetos Paulo e Bernardo Jacobsen, do escritórioJacobsen Arquitetura, uma casa de campo moderna, mas com cara de fazenda, que aproveitasse ao máximo a vista do verde. No hall de entrada, com vidros nas laterais da porta para iluminar o ambiente, os bambus hachikus têm forração de filodendros e singônios. As espécies, escolhidas pelo paisagista Gil Fialho, foram plantadas em nichos criados no piso de granito branco. 
 (Foto: Divulgação)
 (Foto: Divulgação)


No restaurante
Além dos pratos, outra grande atração do restaurante Kook, em Roma, na Itália, é a grande oliveira. Localizada no centro do espaço, a árvore está não exatamente dentro do ambiente: paredes de vidro a separam do salão. O teto retrátil também de vidro garante que a espécie receba a luminosidade do sol e a água da chuva. Projeto criado pelo escritório Noses Architects.


 (Foto: Codo Meletti e Marcelo Magnani/Casa e Jardim)
Na cozinha
O desejo de Clodine, esposa do cantor Jair Rodrigues, era ter uma árvore dentro da cozinha. Para que isso fosse possível, o arquiteto Sidney Quintela aterrou parte do quintal e avançou com o ambiente até onde estava a planta. A reforma possibilitou outras melhorias no espaço, agora com 44 m². “Nesta casa de 20 anos, a cozinha tinha claridade zero. Luz, só a elétrica. Por isso eu quis tudo aberto e com a árvore no meio”, diz a dona da casa.
Fonte: Revista Casa e Jardim

28 de agosto de 2014

JARDIM BEM CUIDADO, NO FRIO

O inverno chegou, mas nem por isso o seu cantinho verde precisa ficar opaco e sem vida. Confira as dicas a seguir para que as espécies atravessem a estação com vitalidade e cheguem exuberantes à primavera.


É hora de preparar o solo para a primavera (Foto: Marcus Penna/ Editora Globo)
PLANO DE AÇÃO
A maioria das plantas está em estado de dormência durante o inverno. Ou seja, é a fase em que elas economizam energia e reduzem suas atividades para que consigam florescer e frutificar na primavera. Por isso, a aplicação de fertilizantes não é eficaz. Aproveite esse estágio de hibernação para preparar o solo para a próxima adubação, que deve ocorrer na primavera. “O PH do solo brasileiro é ácido. Devemos neutralizá-lo para que as plantas possam absorver melhor os nutrientes da adubação. Para isso, no final do inverno, é importante aplicar calcário dolomítico”, explica a paisagista Rose Sano. Durante a correção do substrato, revolva a terra para misturar o calcário por igual.
Algumas espécies florescem no inverno (Foto: Marcus Penna/ Editora Globo)
ELAS SÃO DO CONTRA
Engana-se quem pensa que o inverno é sinônimo de dias cinzentos, plantas mirradinhas e nada de flores. Enquanto algumas espécies dormem, outras estão em pleno vigor durante a estação. São elas: camélia, amor-perfeito, narciso, glicínia, azaleia e boca-de-leão, que resistem bravamente às baixas temperaturas e colorem os jardins nos meses mais frios do ano.
PODAR PARA CRESCER
No caso das roseiras, a poda está diretamente ligada à quantidade e a qualidade das flores. O método incentiva o surgimento de novos brotos, aumenta a floração e dá vigor à planta. “A espécie deve ser podada uma vez ao ano, sempre no inverno”, afirma a paisagista Paula Galbi. “Pode sem pena e sem dó. Depois ela volta com força total”, completa ela. Faça o corte na diagonal, 1 cm acima da gema mais próxima. E há quem acredite que a poda na lua minguante garante uma inflorescência ainda mais especial.
Usar boas ferramentas é fundamental (Foto: Marcus Penna/ Editora Globo)
FAXINA GERAL
Aproveite para fazer uma boa limpeza. Remova galhos secos, malformados e doentes, permitindo assim maior aeração e entrada de luz. “A poda também é importante para que a planta não gaste energia com galhos e folhas desnecessários, e concentre sua expansão na primavera”, explica Rose. Mas atenção: não realize esse procedimento nos arbustos e árvores floridos, porque isso significa que eles estão em atividade e a poda será prejudicial à planta. Outra dica: use sempre ferramentas bem afiadas para evitar “machucados”. “Após a poda é importante aplicar sulfato de cobre (mais conhecido como calda bordalesa) para cicatrizar os cortes, evitando assim a entrada de fungos e bactérias nas plantas”, completa a paisagista.
ÁGUA COM BOM SENSO
A dose certa de regas divide opiniões: há quem diga que é preciso reduzir o volume durante o inverno e outros que defendem a não alteração dos hábitos de irrigação. Quem está certo? Os dois. A verdade é que a frequência de regas está diretamente ligada à incidência de sol no jardim e, por isso, varia de local para local. Vale a regra: finque o dedo na terra para sentir a necessidade e águe somente se ela estiver seca. Mas tome cuidado com a água em demasia. “O excesso de umidade pode ser responsável pelo aparecimento de fungos e o apodrecimento das raízes”, conta Paula. Outro cuidado válido é regar pela manhã, para que as espécies façam o degelo, evitando a queima das folhas. “Não se esqueça de reprogramar os sistemas de irrigação automática”, alerta..
VENTO,VENTO, VENTO...
As plantas que ficam em varandas e coberturas podem sofrer com as correntes de ar e as temperaturas mais baixas. Se possível, recolha os vasos para locais protegidos do vento e do frio.

21 de agosto de 2014

Cinco ideias para reaproveitar garrafas de vidro na decoração

Reutilizar um material está na moda e é bem mais fácil do que se imagina. Um bom exemplo são as garrafas de vidro usadas, que podem se transformar em objetos de decoração. O site CicloVivo listou cinco exemplos de como reutilizá-las para fazer lindas peças, usando utensílios simples. 
Tocha ou lamparina
Para transformar a garrafa vazia em uma tocha é bem fácil. Caso a intenção seja anexá-la à parede, muro ou portão será necessário utilizar um suporte fixo, que deve ser preso próximo à boca da garrafa.

Abajures 
O tamanho das garrafas é ideal para servir como suporte para abajures. Para isso é necessário um bocal, na medida do gargalo da garrafa, equipado com um fio que já tenha um plugue embutido. Neste caso, também é importante cortar o fundo da garrafa para a saída dos fios. A cúpula do abajur deve variar de acordo com o gosto de cada um. Use lâmpadas fluorescentes para reduzir o consumo de energia.

Enfeites luminosos 
Esta é a dica mais simples de ser feita. Basta escolher as garrafas preferidas e colocar pequenas lâmpadas da iluminação de natal dentro delas. A iluminação será diferente das tradicionais por refletir as cores das garrafas. Nestes casos, os colecionadores e grandes apreciadores de vinhos podem manter os rótulos nas garrafas, como recordação das bebidas apreciadas.

Copos ou suportes para velas
As garrafas de vidro podem ser cortadas em tamanhos distintos. A diversidade de cores das garrafas dá um toque especial nesses acessórios. Os recipientes, resultantes do corte da garrafa, podem ser usados como copos ou ainda como suporte para velas. Para enfeitá-los a sugestão é o uso de adesivos diferentes, com mensagens ou números.

Candeeiros
Garrafas de vidro podem servir como ótimos candeeiros. Esta ideia é um pouco mais complexa e necessita de mais preparo e estrutura. No entanto, é possível replicá-la em qualquer residência. Novamente é necessário cortar o fundo das garrafas e quanto maior for a diversidade de formatos e tipos, mais interessante a decoração ficará.

20 de agosto de 2014

10 IDEIAS GENIAIS PARA O JARDIM

Brincar com alturas de vasos, misturar texturas de materiais e até usar espelho para ampliar a visão do verde. O tédio passa longe dessas varandas e terraços com várias perspectivas. Vale copiar!

1. Apoio criativo
Para brincar com a altura e deixar o jasmim-estrela um pouco mais alto do que as outras espécies, a paisagista Claudia Muñoz, da Línea Paisagismo, apoiou o vaso sobre um banquinho de madeira.
2. Em um só lugar
O móvel de cumaru pintado de azul reúne a coleção de suculentas da moradora. Estreito, com 15 cm de largura, ele não atrapalha a circulação e mantém organizados os vasos de tamanhos e formatos variados.
  (Foto: Edu Castello)
3. Painel vivo 
O barulhinho de água tem tudo a ver com jardins, mas dá para fugir do óbvio e criar uma fonte diferente. Aqui, a paisagista Caterina Poli instalou a bica direto na parede e usou mudas de murta no lugar de um painel de madeira ou concreto. Na fonte, feita de alvenaria, nadam peixes e alfaces d’água.
4. Sem desculpas
Fica mais fácil deixar o jardim arrumado se as ferramentas estiverem à mão. Amarrados com fitas, a pá, o inço e o garfo de mão ficam dispostos em uma armação de ferro. Os ramos de lavanda deixam a solução ainda mais charmosa.
  (Foto: Edu Castello)
5. Canteiro especial 
O canteiro de tijolos atende ao pedido da moradora, que queria uma horta no jardim. “Fazer uma caixa um pouco mais alta, com 40 cm de altura, facilita no manuseio dos temperos”, explica.
  (Foto: Edu Castello)
6. Vaso sobre vaso 
“Gosto de brincar com alturas diferentes, acho que dá um destaque legal. Às vezes a planta é linda, mas, ao ficar mais baixa do que as outras, ela acaba sumindo”, conta Claudia. Aqui, para dar esse efeito, ela usou um vaso de cabeça para baixo.
7. Emprestado da cozinha 
Objetos usados na cozinha – como bules, xícaras, jarras e bowls – ganham uma nova função na varanda e se transformam em vasos cheios de charme.
  (Foto: Edu Castello)
8. Sem repetição 
Vasos de formatos, tamanhos e texturas diferentes são recheados com espécies igualmente variadas. Para compor esse jardim, os paisagistas Sergio Menon e Caterina Poli usaram (a partir da esq.) penta, falsa-érica, lavanda, ametista e bela-emília, esta última disposta na caixa de madeira teca. Ao fundo, mais alta, uma jabuticabeira, e escalando a parede, as trepadeiras ipomeia (à esq.) e jasmim-dos-poetas (no canto, à dir.).
  (Foto: Edu Castello)
9. Coleção ao acaso 
Embaixo do pergolado, a moradora instalou uma estante de cumaru para guardar as orquídeas que ganhava de presente. “Todo mundo que visitava a casa, me trazia uma variedade. Quando me dei conta, já tinha formado uma coleção”, conta.
10. Solução para o terreno desnivelado 
Depois de nivelar o terreno, era preciso decidir o que fazer com a goiabeira, que ficava em uma parte mais alta. “Como não era possível transplantar a árvore, fizemos uma caixa de contenção de alvenaria, de 1,94 x 2,14 x 0,62 m, em volta, que acaba servindo como um banco”, conta Caterina Poli, da Grama e Flor Paisagismo.  (Foto: Edu Castello)

12 de agosto de 2014

VERDE QUE ENCANTA

São só folhagens. Mas, não são poucas. Com tons, texturas e formas diferentes, elas preenchem 1.800 m² de forma ornamental e escondem uma paixão que foi o mote para o projeto de autoria do paisagista Luiz Carlos Orsiniocê acredita em amor à primeira vista?


Caminho: criado com placas de mármore travertino, une a casa ao lago com carpas, rente ao muro do terreno. À esq., zâmias com seixos rolados na base e palmeiras-fênix. À dir., aloe-das-dunas e grama-preta-anã (Foto: Victor Affaro/ Editora Globo)
Moradores: os irmãos Francisco, médico, e Rosana, chef de cozinha, têmo hábito de reunir amigos para almoços ao ar livre nos fins de semana (Foto: Victor Affaro/ Editora Globo)
Você acredita em amor à primeira vista? O médico Francisco de Castro sim. Foi exatamente isso o que ele sentiu quando viu o espaço criado pelo paisagista Luiz Carlos Orsini para a Mostra Black de 2012, em São Paulo. “Fiquei encantado! Peguei o contato do escritório e liguei para ele na mesma hora. Queria um jardim igualzinho àquele”, lembra Francisco. “Ele me disse que era o jardim mais lindo que já tinha visto na vida e que queria comprar tudo, todas as plantas e até os pedriscos”, completa Orsini, que comanda a Yapó Paisagismo. Francisco visitava a mostra toda semana para namorar o jardim. Enquanto isso, a equipe da Yapó ia preparando o terreno que receberia as espécies já adultas. “Antes de criar as covas, tivemos de tratar e adubar a terra. Aproveitei quase todas as plantas que havia selecionado para o evento e acrescentei outras, para criar um jardim sob medida para ele”, diz o profissional.
O terreno de 1.800 m² ganhou um lago com carpas e exemplares de palmeiras-leque, zâmias, dragoeiros, palmeiras-fênix, aloe-das-dunas e costelas-de-adão. O resultado é um casamento perfeito com a arquitetura minimalista da casa, assinada pelo renomado arquiteto Ruy Ohtake. “Me surpreendi quando vi o paisagismo pronto. Gosto desse estilo mais masculino do jardim, feito só com folhagens”, conta Francisco. Para comemorar o novo quintal, ele pediu à irmã Rosana, que é chef de cozinha e também mora na casa, que organizasse um almoço de inauguração.Osucesso foi tanto que o jardim virou ponto de encontro da família e dos amigos, que se reúnem ali todos os sábados para provar as delícias preparadas por ela.
Jardim: em primeiro plano, maciços de zâmias. A grama esmeralda cobre boa parte do terreno. Ao fundo, tamareira-dascanárias e barba-de-serpente rente ao muro. Móveis da Dedon (Foto: Victor Affaro/Editora Globo)
Hoje, quase dois anos depois da conclusão do projeto, o caso de amor entre Francisco e o jardim continua firme. “Gosto de ver o dia nascer no meu quintal. Acordo rigorosamente às 5h30, faço um chocolate quente e fico caminhando descalço pela grama. É como um ritual para iniciar o dia bem.”
Fachada: a grama esmeralda, os seixos rolados na base das palmeiras-leque, o concreto e as pedras que compõem o muro formam uma mistura de texturas | Na outra extremidade do corredor, samambaias, cicas e palmeiras-açaí (Foto: Victor Affaro/ Editora Globo)
Lounge | O ambiente, criado próximo ao lago, têm móveis da Dedon. Rente ao muro, aloedas- dunas, costela-de-adão, samambaias e palmeira-açaí (Foto: Victor Affaro/Editora Globo)
Corredor: maciços de costela-de-adão e lírio-da-paz preenchem o canteiro criado no ambiente | Marquise: mesa e cadeiras da B&B Itália, à venda na Casual Móveis. Vaso com antúrios sobre a mesa e, no chão, filodendros (Foto: Victor Affaro/ Editora Globo)

4 de agosto de 2014

CONTOS DE UM JARDIM

Fachada: a primavera-arbustiva, que remete à infância da moradora em Campo Grande, forma um volumoso maciço que acompanha a caída do terreno. A falsavinha reveste quase todas as paredes da casa (Foto: Edu Castello/ Editora Globo)
Curtindo o jardim: a moradora Marcia Zahran e o jack russel Telê (Foto: Edu Castello/ Editora Globo)










A empresária Marcia Zahran caminha animada pelo jardim contando a história por trás de cada planta. As espécies eleitas têm um motivo especial para estar ali. Quando a família se mudou para esta casa na zona sul de São Paulo, há 12 anos, não havia nada além do imóvel no generoso terreno de 2.700 m². Para dar vida ao espaço, Marcia chamou a paisagista Amelia Bratke, mas já sabia bem o que queria. “Fazia questão de ter cedrinhos rente aos muros. Íamos muito para Campos do Jordão quando as crianças eram pequenas, e seu cheiro me traz muitas lembranças boas”, conta.
As primaveras, na varanda do quarto do casal, fazem referência à infância da moradora em Campo Grande (MS). A fotínia, na margem do terreno, foi uma intervenção do amigo e paisagista Roberto Riscala, para dar mais privacidade e camuflar a casa do vizinho. Já a trepadeira amor-agarradinho, com suas flores em formato de coração e um intenso tom de rosa, abraçam o banco de madeira em frente à piscina. “Este é um dos meus cantinhos preferidos. Tirei uma foto dos meus filhos no Jardim Botânico de Oxford, na Inglaterra, e pedi a um marceneiro que executasse um banco igual àquele em que eles estavamsentados para colocar no meu jardim”, conta. Ao lado, o resedá com 12 anos ganhou, no último dia 6 de maio, olhos turcos pendurados. A tradição, que Marcia aprendeu em viagem ao país no ano passado, diz que o amuleto tem o poder de proteger de mau-olhado e atrair sorte.
Varanda: tutorada, a primavera atinge a varanda do quarto do casal. Na parte de baixo, um aparador de madeira reúne uma pequena coleção de orquídeas (Foto: Edu Castello/ Editora Globo)
O pau-ferro, uma das primeiras “aquisições” do terreno, também guarda uma boa história. “Escrevemos nossos nomes na árvore para marcar o início na nova casa, sem saber que uma das características dessa espécie é que seu tronco vai descascando com o tempo. Os nomes não estão mais lá, mas a lembrança ficou”, lembra ela. A árvore, que chegou mirradinha e hoje tem proporções enormes, é presença constante no álbum de fotos da família: é sob sua copa que eles se reúnem para registrar os almoços de Dia das Mães, dos Pais e de Natal.
Piscina: em primeiro plano, o maciço de amor-agarradinho. No fundos, rente à margem do terreno, fotínias plantadas em renque para dar privacidade aos moradores (Foto: Edu Castello/ Editora Globo)
A moradora pendurou olhos turcos no resedá porque a tradição daquele país afirma que eles protegem a casa e atraem sorte | Canto preferido: o banco, inspirado em um modelo do Jardim Botânico de Oxford, é emoldurado pela trepadeira amoragarradinho (Foto: Edu Castello/ Editora Globo)
Pau-ferro: a árvore, hoje enorme, foi plantada próximo à casa para criar uma área de sombra. É embaixo dela que a família se reúne para tirar fotos em datas especiais (Foto: Edu Castello/ Editora Globo)